Em audiência pública realizada no Senado nesta quarta-feira, o estádio do Corinthians voltou à pauta de discussões. No encontro, que tinha o objetivo de discutir a agenda esportiva brasileira nos próximos quatro anos, o ministro do Esporte, Orlando Silva, reafirmou o financiamento público do estádio e deu detalhes de como ele será realizado.
"O valor adicional (cerca de R$ 200 milhões) será efetivado a partir de um fundo imobiliário, por conta de todo o potencial construtivo da região. Haverá emissão de títulos, o que vai complementar a verba. Já tive notícias que a construtora responsável está realizando pesquisa no BNDES para liberação dos recursos", explicou.
A princípio, o estádio corintiano seria construído com capacidade para 45 mil lugares com um financiamento de R$ 400 milhões do BNDES. Com a definição da abertura da Copa do Mundo de 2014, veio a exigência da Fifa de um estádio para 65 mil pessoas, o que exigiria mais R$ 200 milhões para a ampliação.
Os títulos aos quais o ministro se refere são os CIDs (Comprovantes de Incentivo ao Desenvolvimento). Cedidos pela Prefeitura de São Paulo, esses comprovantes terão o valor relativo aos impostos abatidos futuramente com a construção do estádio.
Em fevereiro deste ano, após reunião no Museu do Futebol, o prefeito Gilberto Kassab e o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Marcos Cintra, anunciaram um plano de incentivos fiscais para conseguir os recursos que faltavam para o futuro estádio de Itaquera. O valor adicional seria destinado, segundo o ministro, às obras do entorno da nova arena corintiana.
Orlando Silva ainda elogiou a infraestrutura da capital paulistana e voltou a afirmar que quer o início das obras no próximo mês de abril.
"São Paulo reúne infraestrutura de transporte e hotelaria para a realização da Copa. Sugeriram abril para o início das obras e isso será conveniente para nós, já que queremos que a cidade receba a Copa das Confederações", disse Silva.
Já era de se esperar!!! Quando o Corínthias anunciou que iria construir estádio para 40 mil pessoas com verba da iniciativa privada e para uma abertura de copa a Fifa exige no mínimo 60, mil lugares, o clube alegou que não teria condições financeiras para acrescentar ao projeto mais 20 mil lugares. Também foi dito que se o interesse era para que a cidade recebesse a abertura da copa, o governo podia assumir esse financiamento restante. Não deu outra e o governo irá financiar para que o estádio permaneça com a capacidade exigida. Quem acompanhou a história já sabia desde o começo que esse jogo de empurra feito pelo Corínthias resultaria nisso, um estádio particular financiado por órgão público.
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