Os incentivos dados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) à construção civil para melhorar a infraestrutura da cidade para a Copa de 2014 começam a atrair os empresários do setor. Dos 11 projetos para hotéis que estão sendo analisados pela Secretaria Municipal de Regulação Urbana, um já foi aprovado para a orla da Pampulha. Outros 19 serão apresentados nos próximos dias, sendo 13 de hotéis, além de um centro de convenção, um hospital privado e quatro locais de diversão e lazer.
Para a construção dos estabelecimentos de saúde, hospedagem, lazer e diversão, a PBH está usando um projeto de Operação Urbana aprovado em julho deste ano pela Câmara Municipal. Ele permite o aumento em até cinco vezes do potencial construtivo do terreno. Para ser beneficiado com o incentivo, o empreendimento tem que ser concluído antes de 2014.
No caso da orla da Pampulha, continua valendo a restrição de prédios com até nove metros de altura. Por outro lado, a prefeitura vai autorizar construções até 4,7 vezes maiores em áreas comerciais que o permitido antes da lei entrar em vigor, em julho.
A consultora técnica da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, explica que o aumento do potencial construtivo não provocará impacto ambiental na cidade. Ela garante que as regras para este tipo de problema, como a permeabilização do terreno, estão sendo respeitadas.
Com as novas normas, Maria Caldas afirma que BH está atraindo empresários do setor hoteleiro, sendo que muitos já estariam fazendo a sondagem dos terrenos, uma das etapas para entrar com o pedido de aprovação do projeto de construção.
Para se ter uma ideia do que representam as mudanças nas regras, Maria Caldas cita como exemplo o Bairro Santa Efigênia, na Região Leste. Antes da lei, em um terreno de mil metros quadrados, um prédio poderia ter no máximo mil metros quadrados de área. Com a nova lei, se o dono do terreno decidir erguer no espaço um hotel ou hospital, este potencial será aumentado em mais quatro mil metros.
O consultor especializado em projetos e administração hoteleira José Aparecido Ribeiro alerta que eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo não sustentam a hotelaria e são pontuais. “A cidade precisa de pelo menos mais dois centros de convenções para que o ciclo virtuoso do momento não se transforme em um ciclo vicioso, como o que ocorreu no final da década de 1990 e durou até o final de 2005, quando dezenas de hotéis tiveram prejuízos impagáveis. O que regula a hotelaria é a demanda de hóspedes com oferta de quarto e diária médias”, explica.
José Aparecido afirma que está assessorando três das principais construtoras da cidade e todas chegaram à conclusão de que um hotel 5 estrelas em BH é inviável. O motivo é o valor dos terrenos que, somado ao custo de construção, não remunera o capital investido e o lucro de quem investe no projeto.
Uma das maiores exigências da Fifa para Belo Horizonte ser uma cidade sede está na sua pequena rede de hotéis. Talvez porque Belo Horizonte agora que está descobrindo que tem potencial turístico de negócios e com isso ficou com grande defasagem em sua rede hoteleira. A nova lei que permite que edificações de interesse público tenha uma área construível até 4,7 vezes e empresas querendo investir nessa área, provocou uma corrida por aprovaçòes de porjetos na prefeitura da cidade. vale ressaltar que para ser beneficiada pela lei, esses empreendimentos deverão ser entregues até maio de 2014 ( um mês antes da realização da copa do mundo) sujeito a multas o descomprimento do prazo. A correria para mão de obra com certeza será grande!
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