quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dentro do prazo, MG quer novo Mineirão em dezembro de 2012


Secretaria da Copa em Minas Gerais acredita ser primeiro estádio a ser inaugurado
Foto: Sylvio Coutinho/Divulgação

A Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa 2014 (Secopa) de Minas Gerais mostra otimismo com as obras para o Estádio do Mineirão. Em comunicado divulgado na tarde desta terça-feira, a entidade afirma que a nova arena de Belo Horizonte tem cumprido "rigorosamente o calendário" e que as obras "seguem em ritmo acelerado".

Ainda segundo a secretaria, cerca de 50% da área externa já foi demolida para a construção de uma esplanada multiuso ao redor de todo o Mineirão. Na área interna, 95% da demolição já foi concluída, incluindo a antiga geral, a arquibancada inferior, lojas, escritórios e bares.

Além disso, cerca de 25% das escavações para a sustentação da nova arquibancada já foram realizadas, com escavações que chegam a 12 m de profundidade - a profundidade dos chamados "tubulões" varia, uma vez que o Estádio do Mineirão se situa em terreno inclinado.

Ao mesmo tempo, a Secopa anuncia trabalhos de terraplanagem na construção. Desta, forma, segundo o comunicado do órgão, "o nivelamento do terreno permitirá melhor aproveitamento do espaço abaixo da esplanada". Mesmo assim, a Secretaria mostra otimismo com os prazos.

"Os trabalhos de demolição e fundação demandam um bom tempo para execução. Quando entrarmos na modernização propriamente dita todos vão se surpreender com a rapidez da evolução", explicou Ricardo Barra, diretor-presidente do consórcio Minas Arena.

Sergio Barroso, secretário extraordinário da Copa em MG, vai além. "O Mineirão será o primeiro estádio pronto para a Copa. Faremos a reinauguração no dia 31 de dezembro de 2012 e isso vai nos credenciar a ter papel importante na Copa das Confederações, em 2013", acredita o responsável pela Secopa MG.

Ministério do Turismo investe em prestadores de serviço para 2014

O ministro do Turismo, Pedro Novais, disse que capacitar os prestadores de serviços turísticos é a principal incumbência de sua pasta em relação à organização da Copa do Mundo de 2014 do Brasil e da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

O ministério já começou a capacitar 306 mil profissionais que vão prestar serviços como atendentes de aeroportos, de locadoras de veículos, guias turísticos, recepcionistas, entre outras atividades. Os envolvidos recebem ainda treinamento em ética, cidadania, convivência e segurança no trabalho, além de cursos de inglês e espanhol.

Presente nesta quarta-feira na na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado, Novais ainda declarou que, mesmo não sendo a incumbência de sua pasta, o ministério investe nas capitais que sediarão os jogos e nas cidades vizinhas visando melhorias na infraestrutura dos locais.

O ministro ainda admitiu a necessidade de uma "mudança de paradigma" para atrair mais turistas ao Brasil. Dados divulgados pelo próprio Novais nesta quarta apontam que os estrangeiros gastaram R$ 5 bilhões no País em 2010, enquanto os brasileiros deixaram R$ 16 bilhões no exterior.

Brasil pode pagar alto para se preparar para a Copa, diz 'Economist'

No atual ritmo de preparos, os brasileiros pagarão um preço alto para garantir a infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, diz a revista Economist em sua edição desta quinta-feira.

A reportagem cita os atrasos na adequação e na construção de aeroportos e estádios e lembra que "São Paulo ainda nem começou a construir a arena que deve abrigar a partida inicial" da Copa. Além disso, "a maioria dos aeroportos do Brasil já está operando acima de sua capacidade normal" para atender o crescimento da demanda interna.

Em entrevista à reportagem da Economist, o especialista em infraestrutura Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, disse que é importante ser realista quanto ao que poderá ser concretizado até 2014.

Ainda que novos terminais, pistas e aeroportos sejam necessários para satisfazer a demanda doméstica, "se continuarmos a dizer que tudo vai estar pronto até a Copa, arriscamos fazer papel de bobos", declarou Resende, defendendo ajustes temporários para o evento esportivo (como adaptações em balcões de check-in e em estacionamentos de aeroportos e o uso de aviões menores).

A revista cita também o consultor de aviação Respicio Espírito Santo, que se diz preocupado com a possibilidade de o governo, na pressa para concluir obras, usar dinheiro público indiscriminadamente ou ser leniente quanto a regras de construção.

"O Brasil pode conseguir se aprontar para o chute inicial, talvez com menos estádios que o planejado, mas parece que deverá pagar um preço alto para um torneio bem-sucedido", concluiu a Economist.

ONG lança fundo e pede legado social de Copa e Rio 2016

A ONG Atletas pela Cidadania, criada por Raí para incentivo de ações sociais, lançou nesta terça-feira com apoio da ONU um fundo patrimonial para dar sustentação financeira a seus projetos. Inicialmente, o dinheiro virá de atletas entusiastas da iniciativa, como Diego, Kaká, Felipe Massa e Rubens Barrichello, mas a intenção é que empresas, federações e clubes também possam fazer doações.

"Desde que a gente começou com o Atletas pela Cidadania, cada um ajudava um pouquinho em uma iniciativa, agora a gente tenta dar sustentabilidade para as ações a longo prazo", explico Raí. "A gente já conta com mais de 20 atletas dispostos a contribuir com aportes significativos e a partir daí é abrir para clubes, federações e quem mais quiser doar", completou.

Além das doações, o Fundo Atletas pela Cidadania conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Banco do Itaú. O programa contará com um lançamento internacional, na sede da ONU, em Genebra, e a expectativa é que entidades estrangeiras também comecem a contribuir.

Nos próximos anos, a Atletas pela Cidadania tem como principal objetivo divulgar a importância de a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixarem um legado social para o país.

Entre as metas estabelecidas pela organização está a implementação, entre 2014 e 2016, do esporte educacional em 100% das escolas públicas das cidades-sedes da Copa do Mundo. Para 2022, o objetivo é fazer com que a prática do esporte educacional esteja em todas as escolas do Brasil.

"Nós fomos atletas de ponta e agora fazemos o caminho inverso, que é contribuir com esse legado. Nosso papel é mobilizar os setores para mostrar que esses eventos podem deixar muito mais do que grandes ginásios e grandes estádios. O esporte não pode ser excluído", defendeu Magic Paula, um dos principais nomes à frente da Atletas pela Cidadania.

Com nova cobertura, Maracanã tem previsão de custo de R$ 1 bilhão


Orçamento é quase o dobro do previsto inicialmente para o projeto
Foto: Rio de Janeiro''s Government press office/AFP

Palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã já tem data para ser entregue: dezembro de 2012. A garantia foi dada pelo vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, durante a apresentação do projeto de reforma do estádio, no Tribunal de Contas da União (TCU), nesta terça-feira, em Brasília.

Pezão ainda assegurou que o custo total das obras não ultrapassará o teto de um bilhão de reais. O orçamento, que começou em R$ 705,6 milhões, já está em R$ 956.787.720,00. O aumento, de acordo com o vice-governador, é por conta de uma nova cobertura que será instalada.

"Será a mais moderna arena do mundo. Terá tecnologia da informação, assentos marcados, cobertura de última geração e atenderá a todos os requisitos da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional. E custará menos de RS 1 bilhão. Será mais moderno que o Wembley, na Inglaterra, que custou quase o dobro", afirmou o vice-governador.

De acordo com a secretaria de obras, a reforma do Maracanã está dentro do cronograma. Desde a semana passada, os 800 funcionários tiveram seus turnos de trabalho dobrados e cerca de 90% da parte interna (arquibancadas, vestiários, camarotes, etc) já foi demolida.

O Rio de Janeiro foi a primeira sede a apresentar o projeto detalhado ao TCU, mas ainda não há data limite para o envio definitivo. A Fifa, por sua vez, tem até o dia 30 de junho para fazer novas exigências ao projeto.

CBF anuncia 'início imediato' das obras do novo Centro de Treinamento

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promete início imediato da construção de suas novas instalações e principalmente do Centro de Treinamento. A estrutura será levantada em um terreno adquirido na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

O projeto era alvo de preocupação em virtude de uma ocupação ilegal no terreno que pertence à CBF. Agora, os topógrafos da construtora já se encontram no local. A ideia é utilizar o Centro de Treinamento na preparação da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações de 2013.

"Essa é realmente uma grande notícia que podemos dar ao torcedor brasileiro. Nesse novo endereço teremos como prioridade o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira, já para a Copa das Confederações de 2013 e posteriormente na preparação para a Copa do Mundo de 2014. Depois, serão iniciadas as obras da nova sede própria e do Museu do Futebol, que irá resgatar toda a rica história do futebol pentacampeão do mundo", comentou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Atual técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes também teve participação no projeto do CT, principalmente depois de visitar a estrutura de vários grandes clubes da Europa. "O presidente nos solicitou o que a comissão técnica pretendia para a construção do Centro. Então não poderíamos desperdiçar essa oportunidade e por isso procuramos ter como parâmetro o que de melhor existe no mundo, logicamente nos aspectos que nos competem, ou seja, nas áreas de preparação do time, médica e de relações com a imprensa. Tudo isso foi repassado para o presidente", disse o treinador.

Mano Menezes acredita que as novas instalações irão ajudar no projeto até a Copa do Mundo de 2014. "Esse é um momento especial. A Seleção Brasileira pentacampeã do mundo terá um Centro de Treinamento à altura do seu prestígio e da sua importância no futebol", encerrou.

Centro de Imprensa da Copa 2014 será no Rio de Janeiro

A Fifa anunciou oficialmente que o Rio de Janeiro receberá Centro Internacional de Transmissão (da sigal em inglês, IBC) da Copa de 2014. O local escolhido para concentrar as atividades da imprensa internacional foi o Riocentro.

Estavam na disputam, além do Rio de Janeiro, as cidades de Brasília e São Paulo. "A decisão do conselho foi baseada num processo altamente competitivo, que contou com análises detalhadas de diversos especialistas em transmissão da Fifa", afirmou a entidade em comunicado.

Ainda segundo a entidade, "o Rio de Janeiro foi escolhido por diversas razões, incluindo a qualidade da infraestrutura, a diversidade de acomodações e atividades disponíveis na cidade, bem como pelo desejo manifestado com ênfase para fornecer todo apoio possível ao IBC e seus usuários".

O Secretário Geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que "foi uma decisão difícil, todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi Rio de Janeiro". Valcke presidiu a reunião que decidiu a sede do Centro de Imprensa ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Em 2010, na Copa da África do Sul, 179 emissoras de televisão e rádio de mais de 70 países enviaram equipes para o país, envolvendo 13.000 funcionários. É no IBC que a maior parte dessas emissoras concentrava suas operações.

Cidades-sede pedem menos burocracia para evitar atrasos

Os prefeitos das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 apresentaram à presidente Dilma Rousseff uma carta conjunta contendo reivindicações para facilitar as obras necessárias. O encontro aconteceu nesta terça, no Palácio do Planalto. Dilma pretende realizar reuniões trimestrais para monitorar o andamento das obras.

Os representantes das 12 cidades sugerem a criação de uma legislação especial permitindo que diminuam a burocracia que, segundo eles, são responsáveis por atrasos nas obras. Eles também querem impedir que pequenas pendências deixem de impedir que as cidades obtenham financiamentos.

Entre os fatores discutidos, estão dois dos maiores problemas do País na organização do Mundial: a baixa capacidade de aeroportos e da rede hoteleira.

Estiveram presentes o prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda; José Fortunati, de Porto Alegre; João da Costa, de Recife; Luizianne Lins, de Fortaleza; Micarla Sousa, de Natal; o secretário especial de articulação para o Mundial; e Leonel Leal, chefe do escritório da Copa e secretário de relações internacionais de Salvador, que foi no lugar do prefeito João Henrique.

Por 2014, empresas ficarão com até 51% de três aeroportos


A presidente anunciou a concessão dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Luciana Cobucci
Direto de Brasília

A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta terça-feira, o modelo de concessão que será usado para os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo, e de Brasília para que as instalações estejam prontas para a Copa do Mundo de 2014. O modelo escolhido foi o de Sociedade de Propósito Específico (SPE), em que empresas privadas que participarem da sociedade ficarão com até 51% dos empreendimentos. A Infraero será detentora dos outros 49%.

Na prática, a operação é uma privatização dos aeroportos. O percentual das empresas pode ou não voltar a ser da Infraero, a depender das regras do edital - que só deve ficar pronto no fim deste ano. As empresas que decidirem participar da concessão podem fazê-lo individualmente ou se unir em consórcios.

A decisão de passar parte do comando dos aeroportos para a iniciativa privada foi tomada após um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicou que dez dos 13 aeroportos não estarão prontos para a Copa do Mundo de 2014.

As empresas privadas ficarão responsáveis por novas construções e gestão nesses aeroportos. Outros critérios do edital de concessão serão elaborados por empresas especializadas. O novo modelo de concessão, no entanto, não isenta a Infraero de dar continuidade aos investimentos previstos para as obras nesses aeroportos.

O anúncio foi feito por meio de nota, assinada pelo ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, que afirmou, ainda, que o governo estuda um modelo de concessão para mais dois aeroportos: Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio de Janeiro.

"A concessão dos três aeroportos a empresas privadas vai valorizar a Infraero e tornar a estatal mais atrativa para a futura abertura de capital", explicou a presidente Dilma Rousseff. "É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade", acrescentou.

Segundo a presidente, além de atrair investidores privados e estrangeiros, outra vantagem da presença da Infraero na concessão destes aeroportos será permitir ao Estado o acesso a informações seguras ao setor aeroportuário. Dilma ainda afirmou que o Aeroporto de Viracopos terá um papel estratégico para a Copa em São Paulo.

Após a reunião da presidente com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva, falou à imprensa, acompanhado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda. Segundo Orlando Silva, houve consenso entre todos os presentes de que é preciso acelerar as obras de estádios, aeroportos e portos para o mundial.

O ministro também criticou a competição entre as cidades-sede, que disputam a preferência para sediar os jogos de abertura e encerramento da Copa. "O que tem que ser fundamental para os governos é que não se trata de competição, precisa haver cooperação, porque há desafios. O primeiro deles é estimular o Congresso a votar o Regime Diferenciado de Contratação (modelo que simplifica regras para licitações). Isso vai ter impacto muito forte no sucesso das contratações das empresas", afirmou.

Orlando Silva também afirmou que uma preocupação da presidente Dilma é com o legado que a Copa vai deixar - segundo ele, é preciso que os gastos com o mundial sejam revertidos em benefícios para a população. O ministro explicou, ainda, que os estádios que estão sendo construídos para a Copa no Brasil terão padrão exigido pela Fifa. "Os estádios brasileiros terão custos aproximados aos estádios internacionais de padrão Fifa, com custo de R$ 10 mil por assento no estádio", explicou. A cada três meses, governadores e prefeitos das cidades-sede se reunirão com Dilma para acompanhar o andamento das obras para o Mundial.

Brasil precisa acelerar trabalhos para Copa, alerta Orlando Silva

O governo brasileiro concluiu, após reunião com prefeitos e governadores realizada nesta terça-feira, que será necessário acelerar os trabalhos para a Copa do Mundo de 2014, disse o ministro do Esporte, Orlando Silva, que apontou a necessidade de rápidos investimentos na área de transportes.

Por outro lado, o ministro do Esporte afirmou que os compromissos do Brasil para sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 não serão impactados pelas denúncias de corrupção na Fifa.

"As denúncias que envolvem a Fifa são temas internos da Fifa, examinados pelo comitê de ética da entidade. Isso impacta exclusivamente o trabalho da Fifa", disse o ministro a jornalistas, após reunião da presidente Dilma Rousseff com prefeitos e governadores.

"Os compromissos para a Copa das Confederações e para a Copa de 2014 serão cumpridos plenamente. Não impacta em nada o trabalho do país", acrescentou, antes de dizer que o tráfego aéreo continuará na casa de dois dígitos até 2014.

Apenas 7,8% dos pelo menos R$ 6,4 bilhões que serão gastos na construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014 foram executados a três an

O volante Emerson, ex-capitão da Seleção Brasileira, receberá, nesta quinta-feira, às 14h, representantes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 em seu projeto social Fragata Futebol Clube, inaugurado no ano passado, em Pelotas. "A expectativa é grande e estou confiante de que o Fragata Futebol Clube atenderá a todas as exigências da Fifa. Aproveitei que tive a oportunidade de adquirir experiência nos meus dez anos de Seleção Brasileira e também em duas Copas do Mundo para fazer determinadas obras e preparar o clube para servir como CT para as seleções", afirmou o ex-jogador.

O clube passará por uma vistoria por ter sido pré-selecionado para servir como Centro de Treinamento de Seleções para a Copa de 2014. Os representantes da Fifa deverão chegar a Pelotas por volta das 11 horas e, antes da inspeção, pretendem visitar pontos estratégicos da cidade gaúcha para uma avaliação mais completa.

Após a visita, Emerson, dirigentes e os representantes da Fifa concederão entrevista no local. "É um prazer continuar dando minha contribuição de alguma forma ao Brasil mesmo depois de encerrar a carreira. Sei que o país vive a expectativa de fazer um grande Mundial e espero ter a chance de ajudar", disse Emerson, que disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2006 pela Seleção Brasileira.

Estádios da Copa receberam 7,8% de recursos previstos, aponta estudo

Apenas 7,8% dos pelo menos R$ 6,4 bilhões que serão gastos na construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014 foram executados a três anos do início do Mundial, apontou, nesta sexta-feira, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com o coordenador do núcleo de esportes da instituição, Istvan Karoly, os investimentos em infraestrutura nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo também estão bastante atrasados.

"Em termos de agilidade de investimentos há uma lentidão muito grande e estamos andando nessa preparação a passos de cágado", disse o economista da FGV a jornalistas na apresentação do relatório.

O estudo colocou em R$ 6,4 bilhões o custo total de preparação dos 12 estádios do Mundial, dos quais até agora foram aplicados R$ 505 milhões. As intervenções em mobilidade urbana, aeroportos e saneamento, entre outros, devem demandar R$ 22,3 bilhões, de acordo com números da FGV, mas até o momento somente 8% saíram do papel.

O relatório indica que as arenas de Salvador e Belo Horizonte são as mais adiantadas, mas mesmo assim o ritmo ainda é lento. Em Minas Gerais, os desembolsos para a reforma do Mineirão chegaram a 13% do investimento previsto em R$ 666 milhões e, em Salvador, as aplicações somam 16,9% de uma obra orçada em R$ 591 milhões.

Em contrapartida, as arenas de Natal e São Paulo estão praticamente na estaca zero e as duas cidades já foram descartadas da Copa das Confederações, que acontecerá um ano antes do Mundial.

Brasil trabalha contra relógio a três anos da Copa do Mundo


A Arena das Dunas, em Natal, é o estádio mais atrasado para a Copa de 2014
Foto: CBF/Divulgação

Correndo contra o tempo e tentando driblar a preocupação da Fifa com o ritmo lento das obras, o Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2014, que começará daqui a exatos três anos, no dia 13 de junho de 2014. Até agora, apenas 7,5% das obras foram terminadas, segundo uma recente reportagem da revista Veja. A publicação calculou que, no ritmo atual, o Brasil só conseguirá terminar os estádios em 2038. Os estádios, os aeroportos e o transporte urbano são as principais dores de cabeça para os organizadores, que trabalham contra o relógio. As autoridades brasileiras querem uma Copa do Mundo com 12 estádios e 12 cidades, mas os atrasos no início das obras já ameaçam várias delas.
Dos sete estádios novos, o mais atrasado é o de Natal, onde ainda não começaram os trabalhos de demolição da antiga arena, previstos para começar em julho. Em São Paulo, há duas semanas começou a construção da provável sede da abertura, ainda sem saber quem pagará o custo das exigências da Fifa, que incluem a ampliação da capacidade da arena para 65 mil lugares.

As obras estão mais avançadas nos cinco estádios que só precisam de reformas, à exceção de Curitiba, onde ainda não começaram os trabalhos. Já no Maracanã, sede da final, as obras já completaram nove meses. Os arquitetos pretendem concluir a reforma no final de 2012, a tempo para a Copa das Confederações. O custo da reforma, orçada inicialmente em US$ 285 milhões, já saltou para US$ 590 milhões, um aumento de cerca de 35%.

Na semana passada, o deputado e ex-jogador Romário alertou no Congresso que o preço dos estádios se multiplicou por quatro. A maioria das licitações para reformas em aeroportos, orçadas em US$ 3.475 milhões, estão pendentes. No transporte urbano, o panorama é ainda mais desolador, com pelo menos cinco cidades em "estado crítico", segundo uma reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em Manaus, a Promotoria suspendeu a licitação de uma linha de 20 quilômetros de trem, preocupada com a viabilidade do projeto, e o Governo regional já admite que não poderá construí-lo. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse em maio que as cidades que carecem de infraestrutura adequada de transporte serão excluídas.

O Governo brasileiro recebeu o recado, e a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de urgência com as autoridades locais para que as obras comecem a andar. O Congresso prevê a votação, nesta semana, de uma emenda para a lei de licitações públicas, com o intuito de acelerar a concessão das obras. No entanto, a oposição resiste, porque acredita que a nova lei só serviria para minguar a transparência e facilitar a corrupção.

A ampliação da capacidade hoteleira também preocupa. Em algumas cidades do interior faltam quartos e os projetos ainda não arrancaram. Para acelerar a construção de hotéis, o Governo estuda duplicar a linha de créditos ao setor, com ajuda do BNDES, disse um de seus diretores na semana passada.

Dilma diz que obras da Copa e da Olimpíada estarão prontas a tempo

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira que, apesar dos atrasos, as obras para a Copa do Mundo de futebol que o Brasil vai organizar em 2014 e para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 serão concluídas a tempo.

"Sem dúvida" (que as obras serão realizadas a tempo)", afirmou a presidente em uma coluna para jornais regionais publicada às terças-feiras e na qual responde a perguntas de cidadãos.

Dilma Rousseff explicou que a Presidência está trabalhando em conjunto com os governos estaduais e as prefeituras das cidades responsáveis pelas obras, e que acordaram reuniões periódicas para avaliar os avanços dos projetos.

"Já tivemos um primeiro encontro e vamos nos reunir a cada três meses para acompanhar o cronograma das obras", afirmou.

A governante disse que, das 12 cidades que serão sede da Copa do Mundo de 2014, 11 já fizeram as licitações para a construção ou reforma de seus estádios e dez já iniciaram as obras dos cenários esportivos.

Dilma Rousseff ainda esclareceu que a única cidade que ainda não lançou licitação foi São Paulo, possível sede do jogo de abertura da Copa do Mundo, porque o estádio da maior metrópole do país será construído pela iniciativa privada.

Aeroportos

A presidente acrescentou que a Infraero, responsável pela administração dos aeroportos "está em plena execução de seu programa de investimentos para ampliar a capacidade e melhorar os serviços privados".

Como reconhece a própria CBF, além dos estádios, os maiores atrasos e preocupações são justamente os aeroportos, que não teriam neste momento capacidade para receber os milhões de visitantes esperados.

Dilma Rousseff disse que seu governo investirá R$ 5,5 bilhões na ampliação e na reforma dos aeroportos. "As obras seriam necessárias inclusive sem a Copa e os Jogos Olímpicos devido ao aumento do movimento nos aeroportos pela elevação da renda dos brasileiros", afirmou.

Segundo a presidente, o governo repassou a concessão a empresas privadas das obras e a administração de alguns aeroportos, como o internacional de São Paulo e o de Brasília. O governo ainda está estudando o melhor modelo para administrar os aeroportos do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte.

"Para coordenar todo esse trabalho criamos a Secretaria Nacional de Aviação Civil, com status de Ministério. Com estas e várias outras medidas tenho certeza que faremos uma grande Copa e grandes Jogos Olímpicos", concluiu a presidente.

A Fifa advertiu que, a três anos exatos da partida de abertura da Copa do Mundo de 2014, Brasil corre contra o relógio para executar as obras, que avançam em ritmo lento e com orçamentos superiores aos inicialmente previstos.

Na semana passada, o deputado federal e ex-jogador Romário alertou no Congresso que o preço dos estádios se multiplicou por quatro, de US$ 1,1 bilhão em 2007 para US$ 4,420 bilhões, calculados recentemente.

Jornal: exigências da Fifa podem triplicar custo de gramados da Copa



De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o custo dos gramados dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014 pode triplicar para atender a possíveis novas exigências da Fifa. A entidade estuda aumentar a rigorosidade em relação aos relvados para evitar o desgaste dos campos visto na edição de 2010, na África do Sul.

Entre os novos requisitos que podem ser exigidos pela Fifa, estão o plantio da grama até quatro meses antes do uso, reforço abaixo do gramado para dar mais firmeza às raízes e drenagem a vácuo, para acabar com poças de água. Com isso, o preço da grama pode pular de R$ 1,5 milhão para R$ 5 milhões.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

veja como está o andamento das obras no Independência





O Independência está em obras desde o início do ano passado e a data de reinauguração já foi remarcada várias vezes. Inicialmente prevista para setembro de 2010, ela passou para outubro, depois foi alterada para o primeiro semestre deste ano e, agora, América, Atlético e Cruzeiro vivem a expectativa de ter um estádio para mandar seus jogos em BH a partir do início do ano que vem. Enquanto isso, seguem as obras no estádio do Horto, que começou a ganhar mais corpo com a colocação das arquibancadas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Arena da Amazônia inicia nova fase de obras em abril



Construída no coração da Floresta Amazônica especialmente para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, a Arena Amazônia entrará em sua segunda fase de obras em abril, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Comitê Organizador Local.

No planejamento desta nova etapa, estão incluídos o início da execução das estruturas de concreto das arquibancadas e o processo de fundação do terreno de um dos lados do estádio que será a sede de Manaus no Mundial.

A fabricação das 108 vigas inclinadas que darão sustentação aos degraus da arena começarão já na próxima semana. A terraplanagem do terreno já está praticamente concluída.

O Comitê destaca que a obras do novo estádio tem grande impacto na geração de empregos. No momento, 385 profissionais relacionados à construção civil trabalham na área da futura arena. Até o fim de semana, mais 150 devem ser efetivados.

A segunda fase das obras deverá estar concluída no primeiro semestre de 2013.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Com futebol em alta, Mirassol sonha ser sede da Copa de 2014

Com Rio Preto e América na Série A-2 do Campeonato Paulista, São José do Rio Preto vem perdendo espaço para Mirassol, seu antigo distrito, na preferência regional dos torcedores. O sucesso da cidade vizinha aumentou ainda mais depois que o time alcançou, no fim do mês passado, a liderança inédita na primeira divisão estadual.

"A região torce pelo Mirassol porque quer assistir aos jogos dos times grandes aqui", explica o técnico da equipe, Ivan Baitello. "Não tenho estatística, mas boa parte dos torcedores vem de cidades de fora. Quem eleva a região no momento é Mirassol, mas quanto mais equipes da vizinhança estiverem na primeira divisão, melhor. O Mirassol é estímulo às outras cidades".

O município é pequeno. A população de 52.631 seria incapaz, por exemplo, de lotar o Morumbi, que tem capacidade para 67.428 pessoas. Só que a torcida, embora não seja grande, é fiel: em seis partidas realizadas no José Maria de Campos Maia, a média de público foi de 2.491 pagantes - destaque para a presença de 7.383 torcedores no confronto com o Palmeiras.

Apesar disso, Mirassol sonha muito alto e está entre as 37 candidatas paulistas a hospedar seleções durante a Copa do Mundo de 2014. "Temos toda a infra-estrutura necessária, com clubes, dois CTs, estádio e hotéis, aeroporto a quatro minutos daqui e hospitais para todo tipo de pronto atendimento", enumera o prefeito, José Ricci Júnior, que calcula retorno de 5 milhões de dólares caso a cidade seja escolhida pela Fifa, no final deste ano, como uma das sedes.

O estádio passou por reforma no início do ano, a partir de uma parceria entre os governos municipal e estadual, que levantou cerca de R$ 300 mil. O projeto incluiu novos 1.176 assentos individuais com encosto na arquibancada coberta, além da construção de cozinha e refeitório e adequação das salas de administração, ambulatório e exames de dopagem.

Ainda assim, alguns pontos têm deficiência, como a drenagem do gramado e as apertadas tribunas de imprensa. A expectativa do Comitê Paulista é de que São Paulo consiga eleger em torno de dez locais de treinos para seleções em 2014. Como a capital, que pleiteia inclusive a abertura da Copa, tem cinco candidatos (CTs de Corinthians, PAEC, Palmeiras, Portuguesa e São Paulo), Mirassol teria que surpreender e superar ainda a concorrência de grandes cidades do ABC, litoral e interior.

Secretaria de Regulação Urbana analisa 11 projetos para hotéis e receberá mais 19 propostas nos próximos dias

Os incentivos dados pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) à construção civil para melhorar a infraestrutura da cidade para a Copa de 2014 começam a atrair os empresários do setor. Dos 11 projetos para hotéis que estão sendo analisados pela Secretaria Municipal de Regulação Urbana, um já foi aprovado para a orla da Pampulha. Outros 19 serão apresentados nos próximos dias, sendo 13 de hotéis, além de um centro de convenção, um hospital privado e quatro locais de diversão e lazer.


Para a construção dos estabelecimentos de saúde, hospedagem, lazer e diversão, a PBH está usando um projeto de Operação Urbana aprovado em julho deste ano pela Câmara Municipal. Ele permite o aumento em até cinco vezes do potencial construtivo do terreno. Para ser beneficiado com o incentivo, o empreendimento tem que ser concluído antes de 2014.


No caso da orla da Pampulha, continua valendo a restrição de prédios com até nove metros de altura. Por outro lado, a prefeitura vai autorizar construções até 4,7 vezes maiores em áreas comerciais que o permitido antes da lei entrar em vigor, em julho.


A consultora técnica da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas, Maria Caldas, explica que o aumento do potencial construtivo não provocará impacto ambiental na cidade. Ela garante que as regras para este tipo de problema, como a permeabilização do terreno, estão sendo respeitadas.


Com as novas normas, Maria Caldas afirma que BH está atraindo empresários do setor hoteleiro, sendo que muitos já estariam fazendo a sondagem dos terrenos, uma das etapas para entrar com o pedido de aprovação do projeto de construção.


Para se ter uma ideia do que representam as mudanças nas regras, Maria Caldas cita como exemplo o Bairro Santa Efigênia, na Região Leste. Antes da lei, em um terreno de mil metros quadrados, um prédio poderia ter no máximo mil metros quadrados de área. Com a nova lei, se o dono do terreno decidir erguer no espaço um hotel ou hospital, este potencial será aumentado em mais quatro mil metros.


O consultor especializado em projetos e administração hoteleira José Aparecido Ribeiro alerta que eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo não sustentam a hotelaria e são pontuais. “A cidade precisa de pelo menos mais dois centros de convenções para que o ciclo virtuoso do momento não se transforme em um ciclo vicioso, como o que ocorreu no final da década de 1990 e durou até o final de 2005, quando dezenas de hotéis tiveram prejuízos impagáveis. O que regula a hotelaria é a demanda de hóspedes com oferta de quarto e diária médias”, explica.


José Aparecido afirma que está assessorando três das principais construtoras da cidade e todas chegaram à conclusão de que um hotel 5 estrelas em BH é inviável. O motivo é o valor dos terrenos que, somado ao custo de construção, não remunera o capital investido e o lucro de quem investe no projeto.

Ministro reafirma financiamento público no estádio do Corinthians

Em audiência pública realizada no Senado nesta quarta-feira, o estádio do Corinthians voltou à pauta de discussões. No encontro, que tinha o objetivo de discutir a agenda esportiva brasileira nos próximos quatro anos, o ministro do Esporte, Orlando Silva, reafirmou o financiamento público do estádio e deu detalhes de como ele será realizado.

"O valor adicional (cerca de R$ 200 milhões) será efetivado a partir de um fundo imobiliário, por conta de todo o potencial construtivo da região. Haverá emissão de títulos, o que vai complementar a verba. Já tive notícias que a construtora responsável está realizando pesquisa no BNDES para liberação dos recursos", explicou.

A princípio, o estádio corintiano seria construído com capacidade para 45 mil lugares com um financiamento de R$ 400 milhões do BNDES. Com a definição da abertura da Copa do Mundo de 2014, veio a exigência da Fifa de um estádio para 65 mil pessoas, o que exigiria mais R$ 200 milhões para a ampliação.

Os títulos aos quais o ministro se refere são os CIDs (Comprovantes de Incentivo ao Desenvolvimento). Cedidos pela Prefeitura de São Paulo, esses comprovantes terão o valor relativo aos impostos abatidos futuramente com a construção do estádio.

Em fevereiro deste ano, após reunião no Museu do Futebol, o prefeito Gilberto Kassab e o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Marcos Cintra, anunciaram um plano de incentivos fiscais para conseguir os recursos que faltavam para o futuro estádio de Itaquera. O valor adicional seria destinado, segundo o ministro, às obras do entorno da nova arena corintiana.

Orlando Silva ainda elogiou a infraestrutura da capital paulistana e voltou a afirmar que quer o início das obras no próximo mês de abril.

"São Paulo reúne infraestrutura de transporte e hotelaria para a realização da Copa. Sugeriram abril para o início das obras e isso será conveniente para nós, já que queremos que a cidade receba a Copa das Confederações", disse Silva.