
O Governo de Minas, que administra o Mineirão, anunciou o destino de parte das 56 mil cadeiras que hoje estão no estádio. Elas serão doadas para cinco estádios diferentes do interior. No projeto do novo estádio para o Mundial de 2014, os bancos de plástico serão substituídos por assentos retráteis, que atendem às exigências da Fifa.
A maioria das cadeiras antigas, cerca de 25 mil, será destinada para o Parque do Sabiá, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O estádio é o segundo maior de Minas (capacidade próxima a 50 mil torcedores) e foi utilizado pelo Cruzeiro em seis partidas deste campeonato brasileiro. A cidade é uma das favoritas a receber seleções durante o mundial - ainda mais porque está entre Belo Horizonte e Brasília, cidades-sede da competição.
Outros oito mil assentos serão doados ao simpático Villa Nova, da cidade de Nova Lima, na região metropolitana, e serão instalados no estádio Castor Cifuentes, o Alçapão do Bonfim.
Cinco mil cadeiras vão para o estádio do Democrata Futebol Clube, em Governador Valadares, no Leste do Estado, mais duas mil para o Guarani Esporte Clube, de Pará de Minas, no Centro-Oeste do Estado, e outras três mil para a Associação Esportiva Recreativa Usipa (três mil), em Ipatinga, no Leste de Minas Gerais.
Ao todo, 43 mil cadeiras serão doadas neste primeiro momento, o que representa 80% do total. É que há uma previsão de perda de 20% no processo de retirada dos objetos do estádio. Caso sobre, o governo vai procurar atender a outras praças, já que 22 estádios fizeram pedidos para aproveitamento das cadeiras do Mineirão.
Segundo o governo, o critério adotado para as doações levou em conta a importância de cada praça esportiva. Governador Valadares e Nova Lima, por exemplo, têm times na primeira divisão do campeonato mineiro e Uberlândia tem, neste momento, o maior estádio do Estado em funcionamento.
Todo o trabalho de remoção, transporte e recolocação das cadeiras será por conta dos clubes beneficiados. Mas a conta vale a pena. O preço de uma cadeira nova deste tipo hoje é de R$ 90. A Ademg calcula que o custo para a remoção do material seja de R$ 9 para cada objeto. Já o transporte varia de acordo com a distância.
O reaproveitamento evita também que os assentos sejam despejados em qualquer lugar, trazendo um grande passivo ambiental, já que são feitos de material de difícil decomposição. Bom negócio para os clubes e para o meio ambiente.
os benefícios trazidos pela Copa do Mundo de 2014 deve-se estender para os clubes do interior. A iniciativa de aproveitar as cadeiras do Mineirão para outrso estádios, me parece ser um bom começo para isso. A cidade de Uberlândia se beneficiou pela ausência de centros de treinamento em brasília, outra cidade sede.
ResponderExcluirInteressante ein! Tipo um "material de demolição" ?
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