
O consórcio formado pelas construtoras Tratenge Engenharia e Planova Planejamento e Construções irá viabilizar a conclusão do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte, na região do Barreiro. A unidade de saúde é importante para que a capital mineira cumpra mais um item do caderno de encargos da Fifa para uma cidade-sede da Copa do Mundo, que é o número de leitos hospitalares disponíveis.
Este será o segundo hospital do Brasil a ser viabilizado sob o modelo de Parceria Público Privada (PPP). Com investimentos globais de R$ 1,2 bilhão, o contrato possibilitará uma economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos. As obras estão previstas para serem iniciadas em até 60 dias após a conclusão da superestrutura, em abril deste ano. A entrega do hospital deve ser realizada no segundo semestre de 2012, com todos os equipamentos necessários para seu funcionamento.
O presidente da Tratenge Engenharia, Renato Salvador, acredita que a economia gerada ao governo se deve, principalmente, à experiência das empresas consorciadas na construção e gestão de empreendimentos na área da saúde. A Tratenge possui hoje três hospitais sendo construídos em São Paulo e outro no Espírito Santo. Além disso, mantém um contrato com a prefeitura de São Paulo para manutenção de 11 hospitais na capital paulista, com fornecimento de equipamentos e estrutura física. A Planova tem em seu portifolio a construção de sete hospitais e, atualmente, está construindo novas unidades médicas em Fortaleza e São Paulo.
A parceria realizada para conclusão do Hospital Metropolitano de BH prevê que o consórcio vencedor seja o responsável pela gestão administrativa da instituição por um período de 20 anos. Além disso, o empreendedor realizará investimentos iniciais de aproximadamente R$ 200 milhões para conclusão da obra civil, fornecimento e implantação da infraestrutura de apoio, provisão de serviços administrativos, prediais e de hotelaria.
A prefeitura, por sua vez, será responsável pela provisão dos serviços assistenciais: médicos, enfermeiros e pessoal especializado para atendimento à população. À administração pública cabe também o projeto executivo, a execução da superestrutura, o fornecimento de equipamentos e insumos médico-hospitalares, parte do mobiliário destinado à assistência e o transporte de pacientes.
Com uma área construída total de 42 mil metros quadrados, o Hospital Metropolitano de BH terá onze andares, sendo quatro para internações, quatro para atendimento e administrativo e três níveis subsolos para necrotério, estacionamento etc. Além disso, disporá de um heliponto, 10 elevadores e aquecimento da água parcialmente feito através do sistema de ar-condicionado. No total, serão 39 leitos no pronto atendimento, 280 para internações, 40 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) e mais 12 salas de cirurgia.
Além do auxílio do atendimento para a Copa, o hospital do Barreiro será um legado importante para a população, já que as pessoas de uma das regiões mais populosas da cidade não vão ter mais que se deslocar para a chamada “área hospitalar”, que fica bem no centro da cidade, para atendimentos de média e grande complexidade.
As exigencias da Fifa para um país receber a Copa do Mundo vão muito além das construções de novos estádios. A cidade deve-se comprometer em oferecer condições para receber turístas do mundo todo durante o evento. As melhorias na infra-estrutura é o legado que o evento irá deixar. A criação de um hospital de referência irá beneficiar toda a populaçào após a Copa.
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