sexta-feira, 4 de março de 2011

Entrevista: Rafael Craviée

Rafael Craviée, natural de São paulo, 29 anos, é formado em educação física e especialista em treinamento de grupos.
Atualmente trabalha como instrutor da academia Malhação unidade Prudente de Morais (BH-MG) e coordenador do grupo de corridas da mesma academia.

Rafael, quando surgiu interesse por corridas de rua?
Morava em São Paulo e desde pequeno sempre assisti a São Silvestre ao vivo na Consolação pelo fato de morar próximo da região. E dizia aos meus pais que quando crescesse iria treinar e participar da Corrida.

Como foi o começo?
na época da faculdade praticávamos muito esporte e devido a minha baixa estatura (1,65m) não me destacava em voley ou basquete (rs.). Gostava de jogar futebol, mas como praticava com muita frequencia, sofria muitas lesões. Foi quando um amigo me convidou para participar de uma prova de rua de 10km. Completei a prova em 48 minutos e depois não consegui parar. É um vício.

Como decidiu ser técnico de equipe de corridas?
Trabalhava na academia e vi de perto o criscimento dessa modalidade. Vários grupos estava sendo criados e percebi que muitos alunos da academia, corriam todos os dias nas esteiras e as vezes na rua. Muitos comentavam que a academia devia ter uma equipe, foi quando propuz a idéia e os donos aceitaram a sugestão.

Qual a diferença para uma pessoa que deseja correr, participar de um grupo desse?
HOje posso dizer que a corrida é o esporte da moda e muita gente começ a correr sem nenhum preparo ou atenção. O treinador antes de mais nada deve pedir ao aluno um checkup médico para saber como está a saúde, principalmente o coração. Depois é avaliado as condições físicas e assim decidir qual o melhor treino para que o atleta desenvolva e atinja um bom rendimento. Ainda tem como avaliar postura e passar um treino individual.

O que as pessoas que participam do grupo de corridas mais esperam?
Depende. Tem pessoas que desejam emagrecer, outras querem ganhar resistência física e também tem quem está afim de aliviar o stress do dia dia.

Como você acha que os grandes eventos como a Copa do Mundo e Olimpíadas irão afetar o esporte?
As pessoas estào muito mais ligadas a saúde e boa forma. Com a copa e olimpíadas a tendência é só aumentar o interesse pelas corridas. Grandes empresas tem investido o que acaba aumentando tambem o interesse.

Belo Horizonte tem bons lugares para esse esporte?
O problema é que BH tem uitos morros que dificulta um pouco. Temos os pontos tradicionais como pampulha, lagoa seca, av. bandeirantes, barragem Santa Lúcia e Andradas. Fora desses lugares, é meio improviso.

MP interdita nove estádios do interior de Minas, inclusive o Parque do Sabiá

O Parque do Sabiá e mais nove estádios do interior de Minas Gerais foram interditados pelo Ministério Público. A interdição, inclusive, já foi oficializada pela Federação Mineira de Futebol e a decisão foi tomada por conta da falta de documentação necessária para a segurança nessas praças esportivas.

O Ministério Público interditou os estádios Antônio Guimarães de Almeida (Tombos), Bernardo Rubinger de Queiroz (Patos de Minas), Dr. Ronaldo Junqueira (Poços de Caldas), João Havelange/Parque do Sabiá (Uberlândia), José Flávio de Carvalho (Itaúna), José Maria Melo (Montes Claros), Juca Pedro (Formiga), Waldemar Teixeira de Faria (Divinópolis) e Zama Maciel (Patos de Minas) devido a não apresentação dos laudos necessários.

O Cruzeiro, que fez três jogos no Parque do Sabiá contra Corinthians, Flamengo e Internacional, preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

- Não vamos comentar sobre isso. Enquanto não formos notificados não falaremos nada. Ligamos para Uberlândia e não nos falaram nada disso – declarou o gerente de futebol da Raposa, Valdir Barbosa.

Comitê da Fifa vistoria seis candidatos a Centro Oficial de Treinamento no Rio de Janeiro


Ao todo, seis candidatos cariocas tentam receber o Centro Oficial de Treinamento (COT) do Mundial de 2014. Eles passaram por uma vistoria técnica no último fim de semana. Ninguém deu um pio sobre o que viu: os técnicos do Comitê Organizador Local vão botar no papel tudo que observaram e produzir um relatório sobre os campos que tentam sediar treinos em 2014.


Dos quatro grandes clubes do Rio, apenas o Fluminense ficou de fora. O Botafogo ofereceu o Engenhão, o Vasco apresentou São Januário e o Flamengo propôs o estádio da Gávea e a estrutura, ainda tímida, do Ninho do Urubu. Além deles, o CFZ, clube de Zico, também se candidatou, assim como a Escola de Educação Física do Exército, instalação tradicional da cidade que já serviu de base para a seleção brasileira em diversas campanhas vitoriosas.

A delegação do Comitê Organizador no Rio de Janeiro foi formada pelo gerente de competições e serviço às equipes, Frederico Nantes; e pelos consultores da Arena, empresa que presta serviços ao Comitê.

Depois do Rio, a delegação seguiria para Belo Horizonte. As demais cidades a serem vistoriadas são: Salvador (13 e 14 de fevereiro); Brasília (15 e 16 de fevereiro); Cuiabá (17 de fevereiro); Manaus (26, 27 e 28 de fevereiro); Recife (12 e 13 de março); Natal (14 de março) e Fortaleza (15 e 16 de março).

Cadeiras do Mineirão vão servir estádios do interior




O Governo de Minas, que administra o Mineirão, anunciou o destino de parte das 56 mil cadeiras que hoje estão no estádio. Elas serão doadas para cinco estádios diferentes do interior. No projeto do novo estádio para o Mundial de 2014, os bancos de plástico serão substituídos por assentos retráteis, que atendem às exigências da Fifa.

A maioria das cadeiras antigas, cerca de 25 mil, será destinada para o Parque do Sabiá, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O estádio é o segundo maior de Minas (capacidade próxima a 50 mil torcedores) e foi utilizado pelo Cruzeiro em seis partidas deste campeonato brasileiro. A cidade é uma das favoritas a receber seleções durante o mundial - ainda mais porque está entre Belo Horizonte e Brasília, cidades-sede da competição.

Outros oito mil assentos serão doados ao simpático Villa Nova, da cidade de Nova Lima, na região metropolitana, e serão instalados no estádio Castor Cifuentes, o Alçapão do Bonfim.

Cinco mil cadeiras vão para o estádio do Democrata Futebol Clube, em Governador Valadares, no Leste do Estado, mais duas mil para o Guarani Esporte Clube, de Pará de Minas, no Centro-Oeste do Estado, e outras três mil para a Associação Esportiva Recreativa Usipa (três mil), em Ipatinga, no Leste de Minas Gerais.

Ao todo, 43 mil cadeiras serão doadas neste primeiro momento, o que representa 80% do total. É que há uma previsão de perda de 20% no processo de retirada dos objetos do estádio. Caso sobre, o governo vai procurar atender a outras praças, já que 22 estádios fizeram pedidos para aproveitamento das cadeiras do Mineirão.

Segundo o governo, o critério adotado para as doações levou em conta a importância de cada praça esportiva. Governador Valadares e Nova Lima, por exemplo, têm times na primeira divisão do campeonato mineiro e Uberlândia tem, neste momento, o maior estádio do Estado em funcionamento.

Todo o trabalho de remoção, transporte e recolocação das cadeiras será por conta dos clubes beneficiados. Mas a conta vale a pena. O preço de uma cadeira nova deste tipo hoje é de R$ 90. A Ademg calcula que o custo para a remoção do material seja de R$ 9 para cada objeto. Já o transporte varia de acordo com a distância.

O reaproveitamento evita também que os assentos sejam despejados em qualquer lugar, trazendo um grande passivo ambiental, já que são feitos de material de difícil decomposição. Bom negócio para os clubes e para o meio ambiente.

Belo Horizonte anuncia novos hotéis para 2014



Empresários anunciaram, na última quarta-feira, a construção de mais três novos hotéis na capital mineira. Ao todo, serão mais 1.200 apartamentos disponíveis para atender à demanda de turistas, principalmente na realização da Copa das Confederações, em 2013, e do Mundial de 2014. A falta de hospedagem é o principal problema que impede Belo Horizonte de receber a abertura da competição.

Entre os projetos, o destaque é o Site Belvedere, que será construído na av. Raja Gabaglia, Zona Sul da capital. Serão dois hotéis conjugados: um hotel cinco estrelas, com a bandeira Pullman e 280 apartamentos, e outro com a bandeira Íbis, para o segmento mais econômico, com 220 apartamentos. O custo total do empreendimento é de R$ 150 milhões. As obras começam no ano que vem.

Os outros dois empreendimentos já estão sendo construídos na região da Savassi. Em fase inicial, o Site Afonso Pena também terá dois hotéis em um mesmo lugar. Um, com a bandeira Íbis, contará com 204 apartamentos. A outra parte será uma torre com a bandeira Formule I, com cerca de 300 apartamentos. O investimento é de R$ 100 milhões.

Por último, os investidores apenas confirmaram a conclusão do Íbis Savassi, na av. do Contorno, para o ano que vem. Com 208 apartamentos e investimento de R$ 50 milhões, o hotel começou a ser construído antes do anúncio de que o Brasil seria a sede do Mundial de futebol e estava sendo planejado para atender a demanda atual. Como já falamos aqui, é difícil encontrar vagas em hotéis de Belo Horizonte com menos de 48 horas de antecedência.

“O anúncio é um passo importante para a ampliação da rede hoteleira e a expansão da capacidade da capital de receber eventos de grande porte. Estamos falando de mais de 1.200 apartamentos, sendo 280 cinco estrelas, que é uma grande carência na cidade. Estamos avançando em um ritmo adequado. A cidade tem demandas e condições suficientes para absorver mais hotéis de quatro e cinco estrelas”, disse o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda.

Os empresários destacaram o esforço do poder público mineiro, que aprovou uma lei com incentivos para quem abrir empreendimentos nos ramos hoteleiro, cultural e de saúde até 2014. “Se não houvesse a lei, que facilita o processo de construção, não conseguiríamos concluir os empreendimentos em tempo hábil para atender a demanda da Copa”, explicou Abel Castro, diretor de Desenvolvimento da Rede Accor.

A expectativa é de que até 2014 a cidade ganhe, pelo menos, mais 15 novos hotéis com 3,5 mil leitos. Segundo cálculos das autoridades públicas, Belo Horizonte já tem cerca de 35 mil leitos a um raio de 150 quilômetros do local dos jogos. A exigência da FIFA é de 20 mil, sem especificar as estrelas. Mas as vagas no entorno da cidade, por observação própria, são mais de pousadas e hotéis fazenda, que recebem poucas pessoas de uma vez. Por isso, quanto mais leitos novos em BH, melhor para a cidade.

ARENA DO JACARÉ GERA LUCRO PARA SETE LAGOAS




Estamos ainda a três anos da competição, mas já tem cidade mineira colhendo lucros pela realização do Mundial de 2014 no Brasil. Pelo menos é o que ocorre com Sete Lagoas, que fica a 70 quilômetros de Belo Horizonte. Os jogos dos times mineiros na Arena do Jacaré aqueceram a economia da cidade e estão gerando renda para a população e arrecadação para o município.

Não custa lembrar que a utilização do estádio foi necessária devido a um erro de planejamento das autoridades mineiras, que resolveram reformar ao mesmo tempo os dois estádios da capital - o Mineirão e o Independência - para o Mundial, deixando os três times da capital “desalojados”.

Além disso, as obras do Independência sofreram atrasos e o estádio deve ficar pronto, na melhor das hipóteses, no meio deste ano. Mas, certamente, boa parte da população de Sete Lagoas não está nem um pouco triste com isso. Em 2010, foram 50 jogos na Arena do Jacaré pelas séries A e B do Campeonato Brasileiro e Copa Sulamericana, com 320 mil pagantes. A prefeitura estima que pelo menos 95 mil turistas foram à cidade ver os jogos.

Os hotéis de Sete Lagoas tiveram um aumento médio de ocupação de 20%, principalmente pela demanda de profissionais de imprensa de todo o país. Os resorts da região também comemoram, já que estão servindo de concentração para as delegações que vão atuar no estádio. Apenas o Atlético não usa os hotéis da cidade, já que seu CT, em Vespasiano, fica no caminho para Sete Lagoas.

Ainda segundo dados levantados pelo município, bares e restaurantes também registraram um aumento de 20% no faturamento total após a mudança do local das partidas. Em dias de jogos, o movimento do comércio próximo ao estádio chega a aumentar 70%. “A cidade passou a ter destaque nacional com a transferência dos jogos do Campeonato Brasileiro, aumentando nossa visibilidade”, diz o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Éder Bolson.

No domingo passado, o Estádio Joaquim Duarte Nogueira, pertencente ao Democrata Futebol Clube, recebeu o clássico entre Cruzeiro e Atlético, o segundo em sua história, pelo Campeonato Mineiro, vencido pelo Galo por 4x3. Na quarta-feira (16), a Arena do Jacaré receberá o seu primeiro jogo por uma Copa Libertadores, Cruzeiro x Estudiantes (ARG), fato louvável para um estádio do interior que completou em janeiro cinco anos.

Com a demora nas obras do Independência e com o Mineirão previsto para ficar pronto em 2013, Sete Lagoas deve ter pelo menos mais um ano de colheita de lucros por ser a capital mineira do futebol, mesmo que interinamente.

Escolhidas empresas que serão responsáveis pela PPP do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte




O consórcio formado pelas construtoras Tratenge Engenharia e Planova Planejamento e Construções irá viabilizar a conclusão do Hospital Metropolitano de Belo Horizonte, na região do Barreiro. A unidade de saúde é importante para que a capital mineira cumpra mais um item do caderno de encargos da Fifa para uma cidade-sede da Copa do Mundo, que é o número de leitos hospitalares disponíveis.

Este será o segundo hospital do Brasil a ser viabilizado sob o modelo de Parceria Público Privada (PPP). Com investimentos globais de R$ 1,2 bilhão, o contrato possibilitará uma economia de R$ 100 milhões aos cofres públicos. As obras estão previstas para serem iniciadas em até 60 dias após a conclusão da superestrutura, em abril deste ano. A entrega do hospital deve ser realizada no segundo semestre de 2012, com todos os equipamentos necessários para seu funcionamento.

O presidente da Tratenge Engenharia, Renato Salvador, acredita que a economia gerada ao governo se deve, principalmente, à experiência das empresas consorciadas na construção e gestão de empreendimentos na área da saúde. A Tratenge possui hoje três hospitais sendo construídos em São Paulo e outro no Espírito Santo. Além disso, mantém um contrato com a prefeitura de São Paulo para manutenção de 11 hospitais na capital paulista, com fornecimento de equipamentos e estrutura física. A Planova tem em seu portifolio a construção de sete hospitais e, atualmente, está construindo novas unidades médicas em Fortaleza e São Paulo.

A parceria realizada para conclusão do Hospital Metropolitano de BH prevê que o consórcio vencedor seja o responsável pela gestão administrativa da instituição por um período de 20 anos. Além disso, o empreendedor realizará investimentos iniciais de aproximadamente R$ 200 milhões para conclusão da obra civil, fornecimento e implantação da infraestrutura de apoio, provisão de serviços administrativos, prediais e de hotelaria.

A prefeitura, por sua vez, será responsável pela provisão dos serviços assistenciais: médicos, enfermeiros e pessoal especializado para atendimento à população. À administração pública cabe também o projeto executivo, a execução da superestrutura, o fornecimento de equipamentos e insumos médico-hospitalares, parte do mobiliário destinado à assistência e o transporte de pacientes.

Com uma área construída total de 42 mil metros quadrados, o Hospital Metropolitano de BH terá onze andares, sendo quatro para internações, quatro para atendimento e administrativo e três níveis subsolos para necrotério, estacionamento etc. Além disso, disporá de um heliponto, 10 elevadores e aquecimento da água parcialmente feito através do sistema de ar-condicionado. No total, serão 39 leitos no pronto atendimento, 280 para internações, 40 no Centro de Terapia Intensiva (CTI) e mais 12 salas de cirurgia.

Além do auxílio do atendimento para a Copa, o hospital do Barreiro será um legado importante para a população, já que as pessoas de uma das regiões mais populosas da cidade não vão ter mais que se deslocar para a chamada “área hospitalar”, que fica bem no centro da cidade, para atendimentos de média e grande complexidade.