No atual ritmo de preparos, os brasileiros pagarão um preço alto para garantir a infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014, diz a revista Economist em sua edição desta quinta-feira.
A reportagem cita os atrasos na adequação e na construção de aeroportos e estádios e lembra que "São Paulo ainda nem começou a construir a arena que deve abrigar a partida inicial" da Copa. Além disso, "a maioria dos aeroportos do Brasil já está operando acima de sua capacidade normal" para atender o crescimento da demanda interna.
Em entrevista à reportagem da Economist, o especialista em infraestrutura Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral, disse que é importante ser realista quanto ao que poderá ser concretizado até 2014.
Ainda que novos terminais, pistas e aeroportos sejam necessários para satisfazer a demanda doméstica, "se continuarmos a dizer que tudo vai estar pronto até a Copa, arriscamos fazer papel de bobos", declarou Resende, defendendo ajustes temporários para o evento esportivo (como adaptações em balcões de check-in e em estacionamentos de aeroportos e o uso de aviões menores).
A revista cita também o consultor de aviação Respicio Espírito Santo, que se diz preocupado com a possibilidade de o governo, na pressa para concluir obras, usar dinheiro público indiscriminadamente ou ser leniente quanto a regras de construção.
"O Brasil pode conseguir se aprontar para o chute inicial, talvez com menos estádios que o planejado, mas parece que deverá pagar um preço alto para um torneio bem-sucedido", concluiu a Economist.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
ONG lança fundo e pede legado social de Copa e Rio 2016
A ONG Atletas pela Cidadania, criada por Raí para incentivo de ações sociais, lançou nesta terça-feira com apoio da ONU um fundo patrimonial para dar sustentação financeira a seus projetos. Inicialmente, o dinheiro virá de atletas entusiastas da iniciativa, como Diego, Kaká, Felipe Massa e Rubens Barrichello, mas a intenção é que empresas, federações e clubes também possam fazer doações.
"Desde que a gente começou com o Atletas pela Cidadania, cada um ajudava um pouquinho em uma iniciativa, agora a gente tenta dar sustentabilidade para as ações a longo prazo", explico Raí. "A gente já conta com mais de 20 atletas dispostos a contribuir com aportes significativos e a partir daí é abrir para clubes, federações e quem mais quiser doar", completou.
Além das doações, o Fundo Atletas pela Cidadania conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Banco do Itaú. O programa contará com um lançamento internacional, na sede da ONU, em Genebra, e a expectativa é que entidades estrangeiras também comecem a contribuir.
Nos próximos anos, a Atletas pela Cidadania tem como principal objetivo divulgar a importância de a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixarem um legado social para o país.
Entre as metas estabelecidas pela organização está a implementação, entre 2014 e 2016, do esporte educacional em 100% das escolas públicas das cidades-sedes da Copa do Mundo. Para 2022, o objetivo é fazer com que a prática do esporte educacional esteja em todas as escolas do Brasil.
"Nós fomos atletas de ponta e agora fazemos o caminho inverso, que é contribuir com esse legado. Nosso papel é mobilizar os setores para mostrar que esses eventos podem deixar muito mais do que grandes ginásios e grandes estádios. O esporte não pode ser excluído", defendeu Magic Paula, um dos principais nomes à frente da Atletas pela Cidadania.
"Desde que a gente começou com o Atletas pela Cidadania, cada um ajudava um pouquinho em uma iniciativa, agora a gente tenta dar sustentabilidade para as ações a longo prazo", explico Raí. "A gente já conta com mais de 20 atletas dispostos a contribuir com aportes significativos e a partir daí é abrir para clubes, federações e quem mais quiser doar", completou.
Além das doações, o Fundo Atletas pela Cidadania conta com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Banco do Itaú. O programa contará com um lançamento internacional, na sede da ONU, em Genebra, e a expectativa é que entidades estrangeiras também comecem a contribuir.
Nos próximos anos, a Atletas pela Cidadania tem como principal objetivo divulgar a importância de a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixarem um legado social para o país.
Entre as metas estabelecidas pela organização está a implementação, entre 2014 e 2016, do esporte educacional em 100% das escolas públicas das cidades-sedes da Copa do Mundo. Para 2022, o objetivo é fazer com que a prática do esporte educacional esteja em todas as escolas do Brasil.
"Nós fomos atletas de ponta e agora fazemos o caminho inverso, que é contribuir com esse legado. Nosso papel é mobilizar os setores para mostrar que esses eventos podem deixar muito mais do que grandes ginásios e grandes estádios. O esporte não pode ser excluído", defendeu Magic Paula, um dos principais nomes à frente da Atletas pela Cidadania.
Com nova cobertura, Maracanã tem previsão de custo de R$ 1 bilhão

Orçamento é quase o dobro do previsto inicialmente para o projeto
Foto: Rio de Janeiro''s Government press office/AFP
Palco da final da Copa do Mundo de 2014, o Maracanã já tem data para ser entregue: dezembro de 2012. A garantia foi dada pelo vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, durante a apresentação do projeto de reforma do estádio, no Tribunal de Contas da União (TCU), nesta terça-feira, em Brasília.
Pezão ainda assegurou que o custo total das obras não ultrapassará o teto de um bilhão de reais. O orçamento, que começou em R$ 705,6 milhões, já está em R$ 956.787.720,00. O aumento, de acordo com o vice-governador, é por conta de uma nova cobertura que será instalada.
"Será a mais moderna arena do mundo. Terá tecnologia da informação, assentos marcados, cobertura de última geração e atenderá a todos os requisitos da Fifa e do Comitê Olímpico Internacional. E custará menos de RS 1 bilhão. Será mais moderno que o Wembley, na Inglaterra, que custou quase o dobro", afirmou o vice-governador.
De acordo com a secretaria de obras, a reforma do Maracanã está dentro do cronograma. Desde a semana passada, os 800 funcionários tiveram seus turnos de trabalho dobrados e cerca de 90% da parte interna (arquibancadas, vestiários, camarotes, etc) já foi demolida.
O Rio de Janeiro foi a primeira sede a apresentar o projeto detalhado ao TCU, mas ainda não há data limite para o envio definitivo. A Fifa, por sua vez, tem até o dia 30 de junho para fazer novas exigências ao projeto.
CBF anuncia 'início imediato' das obras do novo Centro de Treinamento
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) promete início imediato da construção de suas novas instalações e principalmente do Centro de Treinamento. A estrutura será levantada em um terreno adquirido na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.
O projeto era alvo de preocupação em virtude de uma ocupação ilegal no terreno que pertence à CBF. Agora, os topógrafos da construtora já se encontram no local. A ideia é utilizar o Centro de Treinamento na preparação da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações de 2013.
"Essa é realmente uma grande notícia que podemos dar ao torcedor brasileiro. Nesse novo endereço teremos como prioridade o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira, já para a Copa das Confederações de 2013 e posteriormente na preparação para a Copa do Mundo de 2014. Depois, serão iniciadas as obras da nova sede própria e do Museu do Futebol, que irá resgatar toda a rica história do futebol pentacampeão do mundo", comentou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Atual técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes também teve participação no projeto do CT, principalmente depois de visitar a estrutura de vários grandes clubes da Europa. "O presidente nos solicitou o que a comissão técnica pretendia para a construção do Centro. Então não poderíamos desperdiçar essa oportunidade e por isso procuramos ter como parâmetro o que de melhor existe no mundo, logicamente nos aspectos que nos competem, ou seja, nas áreas de preparação do time, médica e de relações com a imprensa. Tudo isso foi repassado para o presidente", disse o treinador.
Mano Menezes acredita que as novas instalações irão ajudar no projeto até a Copa do Mundo de 2014. "Esse é um momento especial. A Seleção Brasileira pentacampeã do mundo terá um Centro de Treinamento à altura do seu prestígio e da sua importância no futebol", encerrou.
O projeto era alvo de preocupação em virtude de uma ocupação ilegal no terreno que pertence à CBF. Agora, os topógrafos da construtora já se encontram no local. A ideia é utilizar o Centro de Treinamento na preparação da Seleção Brasileira para a Copa das Confederações de 2013.
"Essa é realmente uma grande notícia que podemos dar ao torcedor brasileiro. Nesse novo endereço teremos como prioridade o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira, já para a Copa das Confederações de 2013 e posteriormente na preparação para a Copa do Mundo de 2014. Depois, serão iniciadas as obras da nova sede própria e do Museu do Futebol, que irá resgatar toda a rica história do futebol pentacampeão do mundo", comentou o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.
Atual técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes também teve participação no projeto do CT, principalmente depois de visitar a estrutura de vários grandes clubes da Europa. "O presidente nos solicitou o que a comissão técnica pretendia para a construção do Centro. Então não poderíamos desperdiçar essa oportunidade e por isso procuramos ter como parâmetro o que de melhor existe no mundo, logicamente nos aspectos que nos competem, ou seja, nas áreas de preparação do time, médica e de relações com a imprensa. Tudo isso foi repassado para o presidente", disse o treinador.
Mano Menezes acredita que as novas instalações irão ajudar no projeto até a Copa do Mundo de 2014. "Esse é um momento especial. A Seleção Brasileira pentacampeã do mundo terá um Centro de Treinamento à altura do seu prestígio e da sua importância no futebol", encerrou.
Centro de Imprensa da Copa 2014 será no Rio de Janeiro
A Fifa anunciou oficialmente que o Rio de Janeiro receberá Centro Internacional de Transmissão (da sigal em inglês, IBC) da Copa de 2014. O local escolhido para concentrar as atividades da imprensa internacional foi o Riocentro.
Estavam na disputam, além do Rio de Janeiro, as cidades de Brasília e São Paulo. "A decisão do conselho foi baseada num processo altamente competitivo, que contou com análises detalhadas de diversos especialistas em transmissão da Fifa", afirmou a entidade em comunicado.
Ainda segundo a entidade, "o Rio de Janeiro foi escolhido por diversas razões, incluindo a qualidade da infraestrutura, a diversidade de acomodações e atividades disponíveis na cidade, bem como pelo desejo manifestado com ênfase para fornecer todo apoio possível ao IBC e seus usuários".
O Secretário Geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que "foi uma decisão difícil, todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi Rio de Janeiro". Valcke presidiu a reunião que decidiu a sede do Centro de Imprensa ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.
Em 2010, na Copa da África do Sul, 179 emissoras de televisão e rádio de mais de 70 países enviaram equipes para o país, envolvendo 13.000 funcionários. É no IBC que a maior parte dessas emissoras concentrava suas operações.
Estavam na disputam, além do Rio de Janeiro, as cidades de Brasília e São Paulo. "A decisão do conselho foi baseada num processo altamente competitivo, que contou com análises detalhadas de diversos especialistas em transmissão da Fifa", afirmou a entidade em comunicado.
Ainda segundo a entidade, "o Rio de Janeiro foi escolhido por diversas razões, incluindo a qualidade da infraestrutura, a diversidade de acomodações e atividades disponíveis na cidade, bem como pelo desejo manifestado com ênfase para fornecer todo apoio possível ao IBC e seus usuários".
O Secretário Geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que "foi uma decisão difícil, todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi Rio de Janeiro". Valcke presidiu a reunião que decidiu a sede do Centro de Imprensa ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.
Em 2010, na Copa da África do Sul, 179 emissoras de televisão e rádio de mais de 70 países enviaram equipes para o país, envolvendo 13.000 funcionários. É no IBC que a maior parte dessas emissoras concentrava suas operações.
Cidades-sede pedem menos burocracia para evitar atrasos
Os prefeitos das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 apresentaram à presidente Dilma Rousseff uma carta conjunta contendo reivindicações para facilitar as obras necessárias. O encontro aconteceu nesta terça, no Palácio do Planalto. Dilma pretende realizar reuniões trimestrais para monitorar o andamento das obras.
Os representantes das 12 cidades sugerem a criação de uma legislação especial permitindo que diminuam a burocracia que, segundo eles, são responsáveis por atrasos nas obras. Eles também querem impedir que pequenas pendências deixem de impedir que as cidades obtenham financiamentos.
Entre os fatores discutidos, estão dois dos maiores problemas do País na organização do Mundial: a baixa capacidade de aeroportos e da rede hoteleira.
Estiveram presentes o prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda; José Fortunati, de Porto Alegre; João da Costa, de Recife; Luizianne Lins, de Fortaleza; Micarla Sousa, de Natal; o secretário especial de articulação para o Mundial; e Leonel Leal, chefe do escritório da Copa e secretário de relações internacionais de Salvador, que foi no lugar do prefeito João Henrique.
Os representantes das 12 cidades sugerem a criação de uma legislação especial permitindo que diminuam a burocracia que, segundo eles, são responsáveis por atrasos nas obras. Eles também querem impedir que pequenas pendências deixem de impedir que as cidades obtenham financiamentos.
Entre os fatores discutidos, estão dois dos maiores problemas do País na organização do Mundial: a baixa capacidade de aeroportos e da rede hoteleira.
Estiveram presentes o prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda; José Fortunati, de Porto Alegre; João da Costa, de Recife; Luizianne Lins, de Fortaleza; Micarla Sousa, de Natal; o secretário especial de articulação para o Mundial; e Leonel Leal, chefe do escritório da Copa e secretário de relações internacionais de Salvador, que foi no lugar do prefeito João Henrique.
Por 2014, empresas ficarão com até 51% de três aeroportos

A presidente anunciou a concessão dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Luciana Cobucci
Direto de Brasília
A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta terça-feira, o modelo de concessão que será usado para os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo, e de Brasília para que as instalações estejam prontas para a Copa do Mundo de 2014. O modelo escolhido foi o de Sociedade de Propósito Específico (SPE), em que empresas privadas que participarem da sociedade ficarão com até 51% dos empreendimentos. A Infraero será detentora dos outros 49%.
Na prática, a operação é uma privatização dos aeroportos. O percentual das empresas pode ou não voltar a ser da Infraero, a depender das regras do edital - que só deve ficar pronto no fim deste ano. As empresas que decidirem participar da concessão podem fazê-lo individualmente ou se unir em consórcios.
A decisão de passar parte do comando dos aeroportos para a iniciativa privada foi tomada após um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicou que dez dos 13 aeroportos não estarão prontos para a Copa do Mundo de 2014.
As empresas privadas ficarão responsáveis por novas construções e gestão nesses aeroportos. Outros critérios do edital de concessão serão elaborados por empresas especializadas. O novo modelo de concessão, no entanto, não isenta a Infraero de dar continuidade aos investimentos previstos para as obras nesses aeroportos.
O anúncio foi feito por meio de nota, assinada pelo ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, que afirmou, ainda, que o governo estuda um modelo de concessão para mais dois aeroportos: Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio de Janeiro.
"A concessão dos três aeroportos a empresas privadas vai valorizar a Infraero e tornar a estatal mais atrativa para a futura abertura de capital", explicou a presidente Dilma Rousseff. "É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade", acrescentou.
Segundo a presidente, além de atrair investidores privados e estrangeiros, outra vantagem da presença da Infraero na concessão destes aeroportos será permitir ao Estado o acesso a informações seguras ao setor aeroportuário. Dilma ainda afirmou que o Aeroporto de Viracopos terá um papel estratégico para a Copa em São Paulo.
Após a reunião da presidente com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva, falou à imprensa, acompanhado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda. Segundo Orlando Silva, houve consenso entre todos os presentes de que é preciso acelerar as obras de estádios, aeroportos e portos para o mundial.
O ministro também criticou a competição entre as cidades-sede, que disputam a preferência para sediar os jogos de abertura e encerramento da Copa. "O que tem que ser fundamental para os governos é que não se trata de competição, precisa haver cooperação, porque há desafios. O primeiro deles é estimular o Congresso a votar o Regime Diferenciado de Contratação (modelo que simplifica regras para licitações). Isso vai ter impacto muito forte no sucesso das contratações das empresas", afirmou.
Orlando Silva também afirmou que uma preocupação da presidente Dilma é com o legado que a Copa vai deixar - segundo ele, é preciso que os gastos com o mundial sejam revertidos em benefícios para a população. O ministro explicou, ainda, que os estádios que estão sendo construídos para a Copa no Brasil terão padrão exigido pela Fifa. "Os estádios brasileiros terão custos aproximados aos estádios internacionais de padrão Fifa, com custo de R$ 10 mil por assento no estádio", explicou. A cada três meses, governadores e prefeitos das cidades-sede se reunirão com Dilma para acompanhar o andamento das obras para o Mundial.
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