quarta-feira, 15 de junho de 2011

Centro de Imprensa da Copa 2014 será no Rio de Janeiro

A Fifa anunciou oficialmente que o Rio de Janeiro receberá Centro Internacional de Transmissão (da sigal em inglês, IBC) da Copa de 2014. O local escolhido para concentrar as atividades da imprensa internacional foi o Riocentro.

Estavam na disputam, além do Rio de Janeiro, as cidades de Brasília e São Paulo. "A decisão do conselho foi baseada num processo altamente competitivo, que contou com análises detalhadas de diversos especialistas em transmissão da Fifa", afirmou a entidade em comunicado.

Ainda segundo a entidade, "o Rio de Janeiro foi escolhido por diversas razões, incluindo a qualidade da infraestrutura, a diversidade de acomodações e atividades disponíveis na cidade, bem como pelo desejo manifestado com ênfase para fornecer todo apoio possível ao IBC e seus usuários".

O Secretário Geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que "foi uma decisão difícil, todos os candidatos apresentaram alta qualidade e demonstraram um enorme compromisso. Mas infelizmente só podemos escolher uma sede e consideramos que, em geral, o melhor para a Fifa foi Rio de Janeiro". Valcke presidiu a reunião que decidiu a sede do Centro de Imprensa ao lado de Ricardo Teixeira, presidente da CBF.

Em 2010, na Copa da África do Sul, 179 emissoras de televisão e rádio de mais de 70 países enviaram equipes para o país, envolvendo 13.000 funcionários. É no IBC que a maior parte dessas emissoras concentrava suas operações.

Cidades-sede pedem menos burocracia para evitar atrasos

Os prefeitos das cidades que receberão jogos da Copa do Mundo de 2014 apresentaram à presidente Dilma Rousseff uma carta conjunta contendo reivindicações para facilitar as obras necessárias. O encontro aconteceu nesta terça, no Palácio do Planalto. Dilma pretende realizar reuniões trimestrais para monitorar o andamento das obras.

Os representantes das 12 cidades sugerem a criação de uma legislação especial permitindo que diminuam a burocracia que, segundo eles, são responsáveis por atrasos nas obras. Eles também querem impedir que pequenas pendências deixem de impedir que as cidades obtenham financiamentos.

Entre os fatores discutidos, estão dois dos maiores problemas do País na organização do Mundial: a baixa capacidade de aeroportos e da rede hoteleira.

Estiveram presentes o prefeito de Belo Horizonte, Mário Lacerda; José Fortunati, de Porto Alegre; João da Costa, de Recife; Luizianne Lins, de Fortaleza; Micarla Sousa, de Natal; o secretário especial de articulação para o Mundial; e Leonel Leal, chefe do escritório da Copa e secretário de relações internacionais de Salvador, que foi no lugar do prefeito João Henrique.

Por 2014, empresas ficarão com até 51% de três aeroportos


A presidente anunciou a concessão dos aeroportos de Viracopos, Guarulhos e Brasília
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Luciana Cobucci
Direto de Brasília

A presidente Dilma Rousseff anunciou, nesta terça-feira, o modelo de concessão que será usado para os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo, e de Brasília para que as instalações estejam prontas para a Copa do Mundo de 2014. O modelo escolhido foi o de Sociedade de Propósito Específico (SPE), em que empresas privadas que participarem da sociedade ficarão com até 51% dos empreendimentos. A Infraero será detentora dos outros 49%.

Na prática, a operação é uma privatização dos aeroportos. O percentual das empresas pode ou não voltar a ser da Infraero, a depender das regras do edital - que só deve ficar pronto no fim deste ano. As empresas que decidirem participar da concessão podem fazê-lo individualmente ou se unir em consórcios.

A decisão de passar parte do comando dos aeroportos para a iniciativa privada foi tomada após um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que indicou que dez dos 13 aeroportos não estarão prontos para a Copa do Mundo de 2014.

As empresas privadas ficarão responsáveis por novas construções e gestão nesses aeroportos. Outros critérios do edital de concessão serão elaborados por empresas especializadas. O novo modelo de concessão, no entanto, não isenta a Infraero de dar continuidade aos investimentos previstos para as obras nesses aeroportos.

O anúncio foi feito por meio de nota, assinada pelo ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, que afirmou, ainda, que o governo estuda um modelo de concessão para mais dois aeroportos: Confins, em Minas Gerais, e Galeão, no Rio de Janeiro.

"A concessão dos três aeroportos a empresas privadas vai valorizar a Infraero e tornar a estatal mais atrativa para a futura abertura de capital", explicou a presidente Dilma Rousseff. "É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade", acrescentou.

Segundo a presidente, além de atrair investidores privados e estrangeiros, outra vantagem da presença da Infraero na concessão destes aeroportos será permitir ao Estado o acesso a informações seguras ao setor aeroportuário. Dilma ainda afirmou que o Aeroporto de Viracopos terá um papel estratégico para a Copa em São Paulo.

Após a reunião da presidente com governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva, falou à imprensa, acompanhado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e do prefeito de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda. Segundo Orlando Silva, houve consenso entre todos os presentes de que é preciso acelerar as obras de estádios, aeroportos e portos para o mundial.

O ministro também criticou a competição entre as cidades-sede, que disputam a preferência para sediar os jogos de abertura e encerramento da Copa. "O que tem que ser fundamental para os governos é que não se trata de competição, precisa haver cooperação, porque há desafios. O primeiro deles é estimular o Congresso a votar o Regime Diferenciado de Contratação (modelo que simplifica regras para licitações). Isso vai ter impacto muito forte no sucesso das contratações das empresas", afirmou.

Orlando Silva também afirmou que uma preocupação da presidente Dilma é com o legado que a Copa vai deixar - segundo ele, é preciso que os gastos com o mundial sejam revertidos em benefícios para a população. O ministro explicou, ainda, que os estádios que estão sendo construídos para a Copa no Brasil terão padrão exigido pela Fifa. "Os estádios brasileiros terão custos aproximados aos estádios internacionais de padrão Fifa, com custo de R$ 10 mil por assento no estádio", explicou. A cada três meses, governadores e prefeitos das cidades-sede se reunirão com Dilma para acompanhar o andamento das obras para o Mundial.

Brasil precisa acelerar trabalhos para Copa, alerta Orlando Silva

O governo brasileiro concluiu, após reunião com prefeitos e governadores realizada nesta terça-feira, que será necessário acelerar os trabalhos para a Copa do Mundo de 2014, disse o ministro do Esporte, Orlando Silva, que apontou a necessidade de rápidos investimentos na área de transportes.

Por outro lado, o ministro do Esporte afirmou que os compromissos do Brasil para sediar a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014 não serão impactados pelas denúncias de corrupção na Fifa.

"As denúncias que envolvem a Fifa são temas internos da Fifa, examinados pelo comitê de ética da entidade. Isso impacta exclusivamente o trabalho da Fifa", disse o ministro a jornalistas, após reunião da presidente Dilma Rousseff com prefeitos e governadores.

"Os compromissos para a Copa das Confederações e para a Copa de 2014 serão cumpridos plenamente. Não impacta em nada o trabalho do país", acrescentou, antes de dizer que o tráfego aéreo continuará na casa de dois dígitos até 2014.

Apenas 7,8% dos pelo menos R$ 6,4 bilhões que serão gastos na construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014 foram executados a três an

O volante Emerson, ex-capitão da Seleção Brasileira, receberá, nesta quinta-feira, às 14h, representantes do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 em seu projeto social Fragata Futebol Clube, inaugurado no ano passado, em Pelotas. "A expectativa é grande e estou confiante de que o Fragata Futebol Clube atenderá a todas as exigências da Fifa. Aproveitei que tive a oportunidade de adquirir experiência nos meus dez anos de Seleção Brasileira e também em duas Copas do Mundo para fazer determinadas obras e preparar o clube para servir como CT para as seleções", afirmou o ex-jogador.

O clube passará por uma vistoria por ter sido pré-selecionado para servir como Centro de Treinamento de Seleções para a Copa de 2014. Os representantes da Fifa deverão chegar a Pelotas por volta das 11 horas e, antes da inspeção, pretendem visitar pontos estratégicos da cidade gaúcha para uma avaliação mais completa.

Após a visita, Emerson, dirigentes e os representantes da Fifa concederão entrevista no local. "É um prazer continuar dando minha contribuição de alguma forma ao Brasil mesmo depois de encerrar a carreira. Sei que o país vive a expectativa de fazer um grande Mundial e espero ter a chance de ajudar", disse Emerson, que disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2006 pela Seleção Brasileira.

Estádios da Copa receberam 7,8% de recursos previstos, aponta estudo

Apenas 7,8% dos pelo menos R$ 6,4 bilhões que serão gastos na construção e reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014 foram executados a três anos do início do Mundial, apontou, nesta sexta-feira, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com o coordenador do núcleo de esportes da instituição, Istvan Karoly, os investimentos em infraestrutura nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo também estão bastante atrasados.

"Em termos de agilidade de investimentos há uma lentidão muito grande e estamos andando nessa preparação a passos de cágado", disse o economista da FGV a jornalistas na apresentação do relatório.

O estudo colocou em R$ 6,4 bilhões o custo total de preparação dos 12 estádios do Mundial, dos quais até agora foram aplicados R$ 505 milhões. As intervenções em mobilidade urbana, aeroportos e saneamento, entre outros, devem demandar R$ 22,3 bilhões, de acordo com números da FGV, mas até o momento somente 8% saíram do papel.

O relatório indica que as arenas de Salvador e Belo Horizonte são as mais adiantadas, mas mesmo assim o ritmo ainda é lento. Em Minas Gerais, os desembolsos para a reforma do Mineirão chegaram a 13% do investimento previsto em R$ 666 milhões e, em Salvador, as aplicações somam 16,9% de uma obra orçada em R$ 591 milhões.

Em contrapartida, as arenas de Natal e São Paulo estão praticamente na estaca zero e as duas cidades já foram descartadas da Copa das Confederações, que acontecerá um ano antes do Mundial.

Brasil trabalha contra relógio a três anos da Copa do Mundo


A Arena das Dunas, em Natal, é o estádio mais atrasado para a Copa de 2014
Foto: CBF/Divulgação

Correndo contra o tempo e tentando driblar a preocupação da Fifa com o ritmo lento das obras, o Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2014, que começará daqui a exatos três anos, no dia 13 de junho de 2014. Até agora, apenas 7,5% das obras foram terminadas, segundo uma recente reportagem da revista Veja. A publicação calculou que, no ritmo atual, o Brasil só conseguirá terminar os estádios em 2038. Os estádios, os aeroportos e o transporte urbano são as principais dores de cabeça para os organizadores, que trabalham contra o relógio. As autoridades brasileiras querem uma Copa do Mundo com 12 estádios e 12 cidades, mas os atrasos no início das obras já ameaçam várias delas.
Dos sete estádios novos, o mais atrasado é o de Natal, onde ainda não começaram os trabalhos de demolição da antiga arena, previstos para começar em julho. Em São Paulo, há duas semanas começou a construção da provável sede da abertura, ainda sem saber quem pagará o custo das exigências da Fifa, que incluem a ampliação da capacidade da arena para 65 mil lugares.

As obras estão mais avançadas nos cinco estádios que só precisam de reformas, à exceção de Curitiba, onde ainda não começaram os trabalhos. Já no Maracanã, sede da final, as obras já completaram nove meses. Os arquitetos pretendem concluir a reforma no final de 2012, a tempo para a Copa das Confederações. O custo da reforma, orçada inicialmente em US$ 285 milhões, já saltou para US$ 590 milhões, um aumento de cerca de 35%.

Na semana passada, o deputado e ex-jogador Romário alertou no Congresso que o preço dos estádios se multiplicou por quatro. A maioria das licitações para reformas em aeroportos, orçadas em US$ 3.475 milhões, estão pendentes. No transporte urbano, o panorama é ainda mais desolador, com pelo menos cinco cidades em "estado crítico", segundo uma reportagem publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em Manaus, a Promotoria suspendeu a licitação de uma linha de 20 quilômetros de trem, preocupada com a viabilidade do projeto, e o Governo regional já admite que não poderá construí-lo. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse em maio que as cidades que carecem de infraestrutura adequada de transporte serão excluídas.

O Governo brasileiro recebeu o recado, e a presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião de urgência com as autoridades locais para que as obras comecem a andar. O Congresso prevê a votação, nesta semana, de uma emenda para a lei de licitações públicas, com o intuito de acelerar a concessão das obras. No entanto, a oposição resiste, porque acredita que a nova lei só serviria para minguar a transparência e facilitar a corrupção.

A ampliação da capacidade hoteleira também preocupa. Em algumas cidades do interior faltam quartos e os projetos ainda não arrancaram. Para acelerar a construção de hotéis, o Governo estuda duplicar a linha de créditos ao setor, com ajuda do BNDES, disse um de seus diretores na semana passada.